O automóvel, um erro

Cidades com muitos automóveis impermeabilizam seu solo para que as vias passem, reduzindo a área verde, aumentando a temperatura (efeito “ilha de calor”) e potencializando fragilidades relacionadas ao manejo de águas pluviais e fluviais. Além disso, em congestionamentos, gases tóxicos e fuligem concentram-se exageradamente na atmosfera, gerando picos de doenças e até mortes em determinadas épocas do ano e horários do dia. O tempo passa a ser ditado pelos congestionamentos gerados por quem não usa os transportes públicos (embora muitas vezes desejasse usá-los, como acontece comigo), gerando uma perda imensa na qualidade de vida, pois muitas outras atividades são inviabilizadas em função do tempo necessário para realizarem-se simples deslocamentos. Aliando-se a isso o equívoco estatal de escolher como modelo de desenvolvimento, dentre outros modelos possíveis, um que privilegie a indústria automotiva, tem-se um quadro desanimador e irracional, comum em muitas cidades brasileiras (e latino-americanas, como mostra o vídeo). É preciso mudar.

Para saber mais e participar no Brasil, cliquem aqui: ITDP (Instituto para Políticas de Desenvolvimento e Transporte)

Bus1me: a rede social do transporte público

Eu tenho um carro, mas detesto. Nada contra a facilidade de locomoção que ele me dá – a questão é que moro em uma cidade na qual o transporte público simplesmente não é uma opção, tão precário o nível do serviço prestado. Para mim, a cidade ideal é aquela em que pode-se andar bem de ônibus ou metrô, a pé ou de bicicleta – talvez por isso goste tanto de passar férias no Rio e em São Paulo, onde o metrô é uma excelente modalidade de transporte. Para facilitar a vida de quem depende de transportes coletivos, um brasileiro desenvolveu uma excelente ideia: uma rede social de informações em tempo real: a bus1me!

Sou arquiteto e atualmente faço mestrado em engenharia de transportes – este aplicativo (por enquanto disponível apenas na plataforma android), além de super útil para a imensa maioria da população, parece uma boa fonte de dados também para pesquisas acadêmicas. Experimente (clicando aqui) e ajude a rede a crescer!

fonte: Jovem Nerd.

As incríveis lixeiras subterrâneas

Quão mais limpa uma cidade, melhor se vive nela, em sentido amplo: mais educada a população, que evita sujá-la, mais responsável o poder público, que cumpre suas obrigações mais básicas regularmente (o que infelizmente no Brasil ocorre em poucas cidades). Menor a incidência de doenças medievais, absurdos de países paupérrimos. Uma estratégia simples é ter à disposição lixeiras públicas: se adequadas a receber resíduos de médio porte (é comum ver-se lixeiras de pequeno porte, absolutamente inadequadas) e se distribuídas regularmente por toda a cidade, são indicadores de que ela é uma boa opção para se viver – e, portanto, para se investir.

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Nova York aprende com Copenhague

A bicicleta é um meio de transporte mais civilizado, mais saudável e compatível com melhor qualidade de vida: quanto mais uma cidade estiver preparada para receber ciclistas, melhor ela será para seus habitantes. E atenção, governantes e cidadãos: construir ciclovias não tem muito a ver com isso. São vários os casos de cidades que constroem várias “ciclovias” que, na verdade, não servem para nada (por serem interrompidas por barreiras como postes, árvores ou buracos, por serem descontínuas, por terem má acessibilidade ou por não impedirem o conflito com automóveis e ônibus. O Brasil tem casos recentes de extrema vergonha perante a comunidade internacional em relação a como tratamos nossos ciclistas – mas podemos mudar, quem sabe se, como os americanos, aprendermos com os dinamarqueses.

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O que é uma Moradia Adequada?

Os arquitetos, embora profissionais da área de criação, não são nem devem ser artistas. Para evitar desvios como esse, que em planejamento urbano podem acarretar prejuízos a um número significativo de pessoas e famílias, é preciso que haja parâmetros bem conceituados e construídos para balizar a profissão. Entre vários critérios, talvez os mais basilares sejam os referentes ao que se deve considerar como uma moradia – enfim a habitação é o cerne da prática profissional dos arquitetos. Para tanto, poucas pessoas são melhores no Brasil que Raquel Rolnik, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e relatora especial da Organização das Nações Unidas para o direito à moradia adequada.

Songdo, a cidade do Futuro

Na Coreia do Sul, em uma área de 1500 acres, está sendo desenvolvido Songdo (mais especificamente, o Distrito de Negócios Internacionais de Songdo), que se propõe, além de centro financeiro, a ser um referencial urbano de sustentabilidade e inovação – uma cidade inteligente. Iniciado em 2001, e ainda em metade de sua construção, já conta com 22000 habitantes, sendo o maior investimento desta natureza (cerca de US$35 bilhões).

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Planejamento Urbano com GIS

Planejar uma cidade é uma tarefa literalmente complexa: uma vez que isso envolve uma série de sistemas (uso do solo,  transportes, teleinformática, água e esgoto, etc), utilização de recursos escassos (principalmente em países subdesenvolvidos como o Brasil) e serve de suporte à tomada de decisão dos gestores urbanos, deve-se avaliar propostas urbanas e prever seus impactos futuros. Para tanto, softwares de GIS são ferramentas bastante úteis.

 

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