Crise da água: uma questão política e ambiental

Hoje indico um excelente canal do youtube: NERDOLOGIA! De forma divertida, rápida e acessível, esse canal aborda questões das mais diversas, ajudando a propagar um pouco o conhecimento científico.

Nesse caso específico (como em tantos outros), fica a lição: questões como a da crise da água em São Paulo são sistêmicas – ou seja, não podem ser encaradas apenas localmente. Para entender melhor, é preciso dar um passo atrás e contemplar o quadro geral, ligando os pontos e percebendo o papel de cada um: governo e cidadãos.

Fascinante, não?

Cidadania – vias para pedestres e para bikes!

Investir em mobilidade tornou-se uma pauta comum às grandes cidades brasileiras – mas qual mobilidade queremos?

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Os diferentes tipos de modos de transportes não tem convivência fácil, e alguns deles tem problemas de visibilidade. Vamos, então, lembrar quais são:

a) tipos motorizados de transporte: compreendem os tipos particulares (que se dividem entre carros e motos) e os tipos coletivos (ônibus, trem, metrô, táxis, etc).

b) tipos não-motorizados (que se dividem entre bicicletas e pedestres).

Além disso, os modos de transporte devem ser divididos de acordo com seu propósito: carga (vans, trens, caminhões, aviões, etc.), trabalho (pessoas indo para o trabalho e dele voltando), lazer (que deve ser compreendido como uma necessidade importante da sociedade). Além de viagens que as pessoas realizam em função do lar: levar os filhos ao colégio, ir ao supermercado, à farmácia, etc.

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“Qual a importância das bicicletas? As pessoas vão ao trabalho em veículos, é para isso que o governo deve investir o dinheiro público, incentivando a economia”. Essa é uma afirmação que corresponde a um senso comum – e, como geralmente ocorre, o senso comum, por falta de informação, está aqui distanciado do bom senso. Só por não se vê um modo de transporte, não se pode afirmar que ele não é necessário – na verdade ele está lá, dentro dos corações das pessoas, na forma de um desejo latente. Essa necessidade cidadã, muitas vezes desacreditada pelas próprias pessoas que a possuem (por não perceberem que há a opção), é o que se estuda estatisticamente como demanda reprimida. Sim, é possível prever quanto a sociedade precisa de bicicletas e quanto ganhará com ciclovias: na ponta do lápis, de forma a incentivar sim a economia.

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“Por que falar em tudo isso? Por que falar ao mesmo tempo em bicicletas, em lazer e em economia? Não é mais fácil ver a sociedade como capital x pessoas? Não é mais fácil ver que o trabalho, portanto os veículos, é mais importante que o lazer? Não é mais fácil ver que bicicletas só servem para lazer, e não para trabalho? Não é mais fácil compreender que não andamos para o trabalho, que vamos em veículos?”

Sim, é mais fácil; e é por isso mesmo que é muito, muito errado. A percepção imediata, aquilo que é mais fácil de se compreender, é geralmente a mais limitada e a menos real! A integração, através de planos multimodais, é uma necessidade imperiosa nas grandes cidades de todo o mundo.

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Foi pensando em como devem-se proteger os modais uns dos outros, separando-os no espaço para uni-los em suas diversas funções para a sociedade, que nasceram projetos como o da Hovenring, rotatória elevada para bicicletas nos Países Baixos (foto acima). Ali, a separação recepcionou veículos, bicicletas e pedestres, com diferenças de nível; além disso, presenteou a província de Noord-Brabant com um belíssimo marco urbano.

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Composta por uma ponte de 70m de altura, 24 tirantes de aço e um plano circular (dotado de contrapeso de concreto, onde fixam-se os cabos), conforma-se por aproximadamente 1000 toneladas de aço. Os tirantes, após concluída a obra, tiveram que receber sistemas de amortecimento para compensar as intensas vibrações provocadas pelos ventos – uma carga que não havia sido computada corretamente antes.

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Outra demonstração de compreensão estatal desta importante demanda é vista na cidade de Lujiazui, na China. Uma imensa passarela para pedestres – a 6 metros da via, com 500m de extensão e alimentada por 17 elevadores e escadas rolantes – foi construída (foto acima), complementando a estação de transbordo do distrito financeiro local – aliás, este investimento ambicioso faz parte de uma estratégia para torná-lo uma referência mundial.

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Fascinante, não? Com as constantes reformas de Planos Diretores em nossas grandes cidades e com com a visibilidade que as questões de mobilidade e acessibilidade vem ganhando, quem sabe não seja apenas uma questão de tempo até que tenhamos esse tipo de projeto executado no Brasil?

Fontes: constructaliaLa Información.

Inspiração: atrapalha mais que ajuda!

O trabalho de um arquiteto é principalmente técnico, com uma importante dose de rigor artístico. Em nosso cotidiano, é importante não se deixar levar pelos impulsos, tendo método, sistemática e não exagerando o papel da inspiração, que geralmente é um estorvo, e não uma ajuda. Além disso tudo, é claro, deve-se estudar continuamente e dominar os aspectos técnicos das várias atividades que dependem da nossa – afinal de contas, sem isso não há motivo para seguir um projeto durante a construção.

Não acredita? Veja então o depoimento do artista profissional Ernani Cousandier:

Desenhista – Nenhum dia sem um traço from ALBA ARTE on Vimeo.

Análises e projetos com uma timeline

Jamais podemos tirar conclusões ´com base apenas no momento presente. Como suporte para tomadas de decisão, linhas do tempo são de grande ajuda: permitem compreender um quadro mais amplo, vislumbrando tendências ao invés de situações pontuais. Além disso, é uma valiosíssima ferramenta para o gerenciamento de projetos (de qualquer natureza). O add-in “Office Timeline” permite criar facilmente uma linha do tempo no PowerPoint:

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Caso você precise aliar uma planilha do excel (e não deseje ter o trabalho de atualizar seu PowerPoint separadamente, o que de fato requer tempo), é possível criar uma linha do tempo “old school”, como demonstrado abaixo:

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Embora leve mais tempo em sua concepção e não possua apelo estético (o “Office Timeline” é uma excelente alternativa para apresentar um projeto), essa é uma alternativa de grande praticidade.

Faça sua escolha e mãos à obra!

Timelapse: construção!

Muito além de desenhar, arquitetos devem dominar todos os processos de um projeto – o que engloba a construção. Acompanhem, desde os trabalhos de movimento de terra, a construção do Hospital da Universidade do Colorado!

Crianças: o ABC da arquitetura!

Hoje é Dia das Crianças! Neste dia tão alegre, um vídeo bem divertido sobre arquitetura: o ABC dos arquitetos!

Dica: curvando materiais!

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Hoje tenho uma dica interessantíssima: o blog “The Geometry of Bending” – um relato de experimentações com protótipos e criação de modelos geométricos, matemáticos e computacionais sobre curvatura de materiais – os mais diversos!

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Criação do arquiteto suíço Mårten Nettelblad, o blog reúne uma série de estudos e protótipos, na busca de uma renovação geométrica. Além da excelente ideia, é possível acompanhar o exaustivo trabalho de pesquisa, testado no programa Rhinoceros, com a ajuda de algoritmos inseridos pelo Grasshopper – mas não se enganem: o processo de modelagem (criação de modelos) nascia em papel, como pode ser visto nas páginas rabiscadas com dados e geometrias dos cadernos e prancheta de Mårten.

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A pesquisa rendeu um contato da Faculdade de Arquitetura e Planejamento Urbano de Stuttgart para pesquisa de propriedades da madeira, o que incluía a curvatura – belo networking, não?

O blog deu origem a um livro homônimo, que pode ser vislumbrado e adquirido online – basta clicar aqui.

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Fascinante, não?

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