Onde o arquiteto geek trabalha?

Provavelmente alguns dos leitores desse blog já se perguntaram onde eu trabalho. Eis a resposta: sou arquiteto pleno na POSCO E&C do Brasil, parte da multinacional sul-coreana POSCO E&C, que está construindo, no Ceará, a Companhia Siderúrgica do Pecém – CSP. Conheçam um pouco deste incrível empreendimento!

Abaixo, o vídeo oficial mais recente (confiram outros no canal da CSP):

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Fascinante, não?

Pré-fabricados: a solução para a construção!

Cumprir prazos e orçamentos é um imenso desafio na construção – se já o é na civil, que dizer então na industrial, quando geralmente há, atrelado ao cronograma da obra, um compromisso de produção contratualmente firmado? Adiar inaugurações pode representar importantes prejuízos, até mesmo comprometendo as empresas envolvidas. Uma solução para esse problema é o uso de pré-fabricados, eliminando atrasos e, além disso, melhor garantindo a qualidade do produto.

No vídeo acima, embora o título fale em “prédio feito em 360 horas”, obviamente o tempo envolvido foi bem maior. Um projeto engloba, além do projeto da construção em si, seu planejamento e a concepção (e compatibilização) dos diversos projetos técnicos envolvidos (arquitetônico, de estruturas, de HVAC, que aliás aqui aparece em destaque, etc). Um bom exercício, ao ver-se uma demonstração como essa, é imaginar o projeto total através dos gráficos de Gantt de um programa de gerenciamento, como o MS Project ou o Primavera.

Fascinante, não?

Crise da água: uma questão política e ambiental

Hoje indico um excelente canal do youtube: NERDOLOGIA! De forma divertida, rápida e acessível, esse canal aborda questões das mais diversas, ajudando a propagar um pouco o conhecimento científico.

Nesse caso específico (como em tantos outros), fica a lição: questões como a da crise da água em São Paulo são sistêmicas – ou seja, não podem ser encaradas apenas localmente. Para entender melhor, é preciso dar um passo atrás e contemplar o quadro geral, ligando os pontos e percebendo o papel de cada um: governo e cidadãos.

Fascinante, não?

Cidadania – vias para pedestres e para bikes!

Investir em mobilidade tornou-se uma pauta comum às grandes cidades brasileiras – mas qual mobilidade queremos?

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Os diferentes tipos de modos de transportes não tem convivência fácil, e alguns deles tem problemas de visibilidade. Vamos, então, lembrar quais são:

a) tipos motorizados de transporte: compreendem os tipos particulares (que se dividem entre carros e motos) e os tipos coletivos (ônibus, trem, metrô, táxis, etc).

b) tipos não-motorizados (que se dividem entre bicicletas e pedestres).

Além disso, os modos de transporte devem ser divididos de acordo com seu propósito: carga (vans, trens, caminhões, aviões, etc.), trabalho (pessoas indo para o trabalho e dele voltando), lazer (que deve ser compreendido como uma necessidade importante da sociedade). Além de viagens que as pessoas realizam em função do lar: levar os filhos ao colégio, ir ao supermercado, à farmácia, etc.

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“Qual a importância das bicicletas? As pessoas vão ao trabalho em veículos, é para isso que o governo deve investir o dinheiro público, incentivando a economia”. Essa é uma afirmação que corresponde a um senso comum – e, como geralmente ocorre, o senso comum, por falta de informação, está aqui distanciado do bom senso. Só por não se vê um modo de transporte, não se pode afirmar que ele não é necessário – na verdade ele está lá, dentro dos corações das pessoas, na forma de um desejo latente. Essa necessidade cidadã, muitas vezes desacreditada pelas próprias pessoas que a possuem (por não perceberem que há a opção), é o que se estuda estatisticamente como demanda reprimida. Sim, é possível prever quanto a sociedade precisa de bicicletas e quanto ganhará com ciclovias: na ponta do lápis, de forma a incentivar sim a economia.

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“Por que falar em tudo isso? Por que falar ao mesmo tempo em bicicletas, em lazer e em economia? Não é mais fácil ver a sociedade como capital x pessoas? Não é mais fácil ver que o trabalho, portanto os veículos, é mais importante que o lazer? Não é mais fácil ver que bicicletas só servem para lazer, e não para trabalho? Não é mais fácil compreender que não andamos para o trabalho, que vamos em veículos?”

Sim, é mais fácil; e é por isso mesmo que é muito, muito errado. A percepção imediata, aquilo que é mais fácil de se compreender, é geralmente a mais limitada e a menos real! A integração, através de planos multimodais, é uma necessidade imperiosa nas grandes cidades de todo o mundo.

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Foi pensando em como devem-se proteger os modais uns dos outros, separando-os no espaço para uni-los em suas diversas funções para a sociedade, que nasceram projetos como o da Hovenring, rotatória elevada para bicicletas nos Países Baixos (foto acima). Ali, a separação recepcionou veículos, bicicletas e pedestres, com diferenças de nível; além disso, presenteou a província de Noord-Brabant com um belíssimo marco urbano.

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Composta por uma ponte de 70m de altura, 24 tirantes de aço e um plano circular (dotado de contrapeso de concreto, onde fixam-se os cabos), conforma-se por aproximadamente 1000 toneladas de aço. Os tirantes, após concluída a obra, tiveram que receber sistemas de amortecimento para compensar as intensas vibrações provocadas pelos ventos – uma carga que não havia sido computada corretamente antes.

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Outra demonstração de compreensão estatal desta importante demanda é vista na cidade de Lujiazui, na China. Uma imensa passarela para pedestres – a 6 metros da via, com 500m de extensão e alimentada por 17 elevadores e escadas rolantes – foi construída (foto acima), complementando a estação de transbordo do distrito financeiro local – aliás, este investimento ambicioso faz parte de uma estratégia para torná-lo uma referência mundial.

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Fascinante, não? Com as constantes reformas de Planos Diretores em nossas grandes cidades e com com a visibilidade que as questões de mobilidade e acessibilidade vem ganhando, quem sabe não seja apenas uma questão de tempo até que tenhamos esse tipo de projeto executado no Brasil?

Fontes: constructaliaLa Información.

Inspiração: atrapalha mais que ajuda!

O trabalho de um arquiteto é principalmente técnico, com uma importante dose de rigor artístico. Em nosso cotidiano, é importante não se deixar levar pelos impulsos, tendo método, sistemática e não exagerando o papel da inspiração, que geralmente é um estorvo, e não uma ajuda. Além disso tudo, é claro, deve-se estudar continuamente e dominar os aspectos técnicos das várias atividades que dependem da nossa – afinal de contas, sem isso não há motivo para seguir um projeto durante a construção.

Não acredita? Veja então o depoimento do artista profissional Ernani Cousandier:

Desenhista – Nenhum dia sem um traço from ALBA ARTE on Vimeo.

Análises e projetos com uma timeline

Jamais podemos tirar conclusões ´com base apenas no momento presente. Como suporte para tomadas de decisão, linhas do tempo são de grande ajuda: permitem compreender um quadro mais amplo, vislumbrando tendências ao invés de situações pontuais. Além disso, é uma valiosíssima ferramenta para o gerenciamento de projetos (de qualquer natureza). O add-in “Office Timeline” permite criar facilmente uma linha do tempo no PowerPoint:

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Caso você precise aliar uma planilha do excel (e não deseje ter o trabalho de atualizar seu PowerPoint separadamente, o que de fato requer tempo), é possível criar uma linha do tempo “old school”, como demonstrado abaixo:

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Embora leve mais tempo em sua concepção e não possua apelo estético (o “Office Timeline” é uma excelente alternativa para apresentar um projeto), essa é uma alternativa de grande praticidade.

Faça sua escolha e mãos à obra!

Timelapse: construção!

Muito além de desenhar, arquitetos devem dominar todos os processos de um projeto – o que engloba a construção. Acompanhem, desde os trabalhos de movimento de terra, a construção do Hospital da Universidade do Colorado!

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