Arte cinética em Singapura!

O que seria dos arquitetos sem os artistas? Nem só de técnica e resolução de problemas são feitas as edificações, e é aí que eles mostram como são fundamentais – como nesta delicada arte no terminal 1 do Aeroporto Internacional de Singapura, “chuva cinética”:

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Concursos: por que não para arquitetos?

Com a abertura do esperadíssimo concurso da Petrobrás, muitos arquitetos não escondem sua frustração com a falta de vagas. Sentimento parecido ocorreu no último concurso da Caixa Econômica Federal. Engenheiros civis e técnicos em edificações são contemplados, mas não há demanda por arquitetos. Mais do que motivo de protestos, esta é na verdade uma excelente oportunidade para enfrentar o problema real: as deficiências na formação dos arquitetos e urbanistas, verdadeira causa da baixa demanda.

É salutar fazer um mea culpa e tentar perceber como arquitetos podem se tornar melhores profissionais. Os currículos atualmente em voga talvez sejam uma boa resposta a isso.

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Em minha formação, cursei disciplinas de cálculo (embora denominada “matemática”) e física; além delas, cursei teoria das estruturas, duas disciplinas de resistência dos materiais e uma de concreto protendido – sem mencionar duas disciplinas de técnicas e materiais de construção, que abordaram aço, concreto, alvenaria e madeira. Creio que a exclusão ou diminuição de tais disciplinas teria me tornado um profissional menor e mais limitado! Como elaborar ou gerenciar um projeto sem esse conhecimento?

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Além disso, cursei estatística (impossível realizar pesquisas sem tal disciplina!). Mais tarde, em um mestrado em Engenharia de Transportes (infelizmente incompleto), revisitei essa disciplina e desenvolvi modelos de regressão linear cuja simplicidade me surpreendeu – além de disciplinas de metodologia científica e de planejamento, sem as quais creio que ser urbanista seria, também, bastante limitado. Como poderia desenhar uma via, seja ela de veículos motorizados ou de bicicletas – ou, ainda, de pedestres – sem a carga teórica específica de diagnóstico e modelagem? Como defender a relação transporte x uso do solo de um projeto urbano sem essa bagagem?

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A verdade é que não parece estranha a falta de bons cargos para arquitetos. Para que sejam ofertados, é preciso uma renovação nas universidades, contratando professores que supram tal necessidade e mudando o direcionamento acadêmico, que precisa tornar-se mais técnico. Afinal de contas, um arquiteto não é nem pode ser um artista! Somos profissionais do ambiente construído, e temos à nossa frente o desafio de lidar com orçamentos, cronogramas e técnicas construtivas, de forma bastante objetiva. Em relação ao processo criativo, ele não é artístico – depende de método e deve haver um controle das questões acima.

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Com a criação do CAU, abre-se uma excelente oportunidade para engrandecer a profissão; o caminho, sem dúvida, é o da renovação curricular, gerando profissionais mais próximos de suas realizações, que possam ser vistos como peças essenciais nas fases de planejamento, execução e manutenção de projetos. Sem, contudo, desrespeitar nossos colegas engenheiros – o caminho é somar, não dividir.

Reafirmo: mais que um problema, temos aqui um desafio e uma grande oportunidade.

Uma estação de trabalho… maluca!

Quem nunca desejou ter mais tempo para se exercitar? E qual gamer nunca imaginou formas mirabolantes de interatividade? Bem, o artista Robb Godshaw criou, usando o software Autodesk Inventor, um protótipo (literalmente) revolucionário: a Hamster Wheel!

Sim, você pode fazer a sua própria estação de trabalho de hamster! Uma parceria com Wil Doenlen, o projeto pode ser acessado, com instruções de montagem – basta clicar aqui!

Fascinante, não? =]

fonte: pcmag

O que (não) é planejamento!

Na matemática, um recurso engenhoso é a “prova por absurdo” – quando, para provar um resultado, prova-se a impossibilidade dos resultados alternativos. Divirtam-se com este vídeo clássico que demonstra o que NÃO é planejamento, bem como o que NÃO é trabalho em equipe… e tirem suas conclusões!

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Essa vai para quem não valoriza a academia, preferindo a prática pura e simples… enfim, equilibrar as duas coisas é essencial!

Como projetar vias!

Urbanistas: desenhem menos, projetem mais! Ciclovias, viadutos, mudanças de sentido, vias expressas… seja qual for sua intenção, é preciso método, caso contrário somente se terá como resultado um desenho vazio, meramente um manifesto de intenções sem usabilidade. Para tanto, a linguagem adotada é a matemática: é ela que deve estar por trás dos projetos e é ela que pode provar se um projeto é ou não bom (para uma cidade, para uma comunidade, para um empreendimento).

Como exemplo do processo, que não é nenhum bicho de sete cabeças, vejam este modelo, de compreensão rápida por sua simplicidade:

Fascinante, não? Nenhum projeto é defensável sem uma boa explicação – lógica – por trás.

Afalbetize-se! Aprenda a programar!

Aprender uma nova língua é incrível, não? Abre as portas para conhecer novas pessoas e é imprescindível para conseguir certos empregos (na empresa onde trabalho, por exemplo, fluência em inglês é exigência mínima a todos os profissionais contratados). Pois lidem com isso: ter conhecimentos em programação está se tornando cada vez mais básico, e já se torna um diferencial para os mais variados tipos de profissionais! Felizmente, é possível aprender de forma divertida e fácil!

Não percam tempo! Comecem agora mesmo! Basta clicar aqui. =]

MOLA: crowdfunding no ensino de estruturas

Ah, quanto tempo levei em minha faculdade calculando seções de viga, analisando estruturas isostáticas… comparando-as com variantes hiper e hipostáticas… sem dúvida tive uma excelente professora (abraço, querida Magnólia!), mas hoje em dia tudo parece mais divertido, com incríveis opções de apresentação e experimentação – e é disso que se trata o excelente projeto MOLA – confiram abaixo:

 

A concepção, do arquiteto Márcio Cerqueira de Oliveira, deu-se em 2005 e desenrolou-se (estudo e validação) em uma dissertação de mestrado em Engenharia Civil (Construções em Aço) na UFOP, chegando até o modelo agora apresentado, que consiste de um conjunto de peças moduladas conectadas por ímãs.

  

 

O projeto de crowdfunding, que inclui a publicação de um livro, já é um imenso sucesso, tendo atingido em poucos dias mais que o dobro do valor mínimo necessário (você pode contribuir e ganhar menção no livro clicando aqui).

Fascinante, não?

 

Fonte: catarse

 

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