Alguns prédios com arquitetura maluca!

Controversos e surpreendentes na paisagem urbana, estas edificações tornaram-se famosas por seus desenhos ousados. Alvo da fúria de muitos arquitetos, elas dividem opiniões – e você, o que acha?

A nova Biblioteca de Alexandria

Em tempos em que estamos ávidos por conhecimento e carentes de fontes confiáveis, um motivo de comemoração: o renascimento da Biblioteca de Alexandria – um complexo cultura às margens do mar Mediterrâneo, no Egito! Projeto concluído em 2002, é fruto de uma competição internacional organizada pela UNESCO em 1988. No contexto histórico, portanto, podemos considerá-la apenas recém-inaugurada.

Para entender melhor a importância que reside em seu próprio nome, melhor passar a palavra a um expert: o genial Carl Sagan.

Fascinante, não?

Impressão 3D e a construção civil!

Para muitos, impressoras 3D ainda remetem a brinquedos de plásticos e, no máximo, maquetes de acabamento duvidoso – mas a história sempre mostra que, em tecnologia, o que hoje parece ter pouca utilidade é apenas a porta de entrada de ferramentas que podem ser revolucionárias (não foi assim com os computadores pessoais?).

O vídeo acima ilustra como essa tecnologia não é apenas potencial: a companhia holandesa DUS Architects construirá e exibirá uma casa ao longo dos canais de Amsterdã com estrutura modular executada desta forma; já a Iaac (Institute for advanced architecture of Catalonia) está investindo em módulos e automação na construção em concreto. O que dizer então dos conjuntos habitacionais e mansões já construídos, com módulos de concreto, pela companhia chinesa WinSun? Um sucesso em velocidade (10 casas em 1 dia, ao custo unitário de US$ 4800) e em vendas (projetam-se as encomendas para os próximos anos em 26 países).

Para os investidores em construção, a automatização do processo de construção em concreto representa cumprimento de prazos e qualidade no produto final – valores agregados que sustentam esse importante filão da economia mundial. Confira, no vídeo abaixo, a impressora 3D de concreto da WinSun (basicamente uma ponte rolante despejando-o, camada após camada):

Fascinante, não?

Onde o arquiteto geek trabalha?

Provavelmente alguns dos leitores desse blog já se perguntaram onde eu trabalho. Eis a resposta: sou arquiteto pleno na POSCO E&C do Brasil, parte da multinacional sul-coreana POSCO E&C, que está construindo, no Ceará, a Companhia Siderúrgica do Pecém – CSP. Conheçam um pouco deste incrível empreendimento!

Abaixo, o vídeo oficial mais recente (confiram outros no canal da CSP):

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Fascinante, não?

Pré-fabricados: a solução para a construção!

Cumprir prazos e orçamentos é um imenso desafio na construção – se já o é na civil, que dizer então na industrial, quando geralmente há, atrelado ao cronograma da obra, um compromisso de produção contratualmente firmado? Adiar inaugurações pode representar importantes prejuízos, até mesmo comprometendo as empresas envolvidas. Uma solução para esse problema é o uso de pré-fabricados, eliminando atrasos e, além disso, melhor garantindo a qualidade do produto.

No vídeo acima, embora o título fale em “prédio feito em 360 horas”, obviamente o tempo envolvido foi bem maior. Um projeto engloba, além do projeto da construção em si, seu planejamento e a concepção (e compatibilização) dos diversos projetos técnicos envolvidos (arquitetônico, de estruturas, de HVAC, que aliás aqui aparece em destaque, etc). Um bom exercício, ao ver-se uma demonstração como essa, é imaginar o projeto total através dos gráficos de Gantt de um programa de gerenciamento, como o MS Project ou o Primavera.

Fascinante, não?

Crise da água: uma questão política e ambiental

Hoje indico um excelente canal do youtube: NERDOLOGIA! De forma divertida, rápida e acessível, esse canal aborda questões das mais diversas, ajudando a propagar um pouco o conhecimento científico.

Nesse caso específico (como em tantos outros), fica a lição: questões como a da crise da água em São Paulo são sistêmicas – ou seja, não podem ser encaradas apenas localmente. Para entender melhor, é preciso dar um passo atrás e contemplar o quadro geral, ligando os pontos e percebendo o papel de cada um: governo e cidadãos.

Fascinante, não?

Cidadania – vias para pedestres e para bikes!

Investir em mobilidade tornou-se uma pauta comum às grandes cidades brasileiras – mas qual mobilidade queremos?

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Os diferentes tipos de modos de transportes não tem convivência fácil, e alguns deles tem problemas de visibilidade. Vamos, então, lembrar quais são:

a) tipos motorizados de transporte: compreendem os tipos particulares (que se dividem entre carros e motos) e os tipos coletivos (ônibus, trem, metrô, táxis, etc).

b) tipos não-motorizados (que se dividem entre bicicletas e pedestres).

Além disso, os modos de transporte devem ser divididos de acordo com seu propósito: carga (vans, trens, caminhões, aviões, etc.), trabalho (pessoas indo para o trabalho e dele voltando), lazer (que deve ser compreendido como uma necessidade importante da sociedade). Além de viagens que as pessoas realizam em função do lar: levar os filhos ao colégio, ir ao supermercado, à farmácia, etc.

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“Qual a importância das bicicletas? As pessoas vão ao trabalho em veículos, é para isso que o governo deve investir o dinheiro público, incentivando a economia”. Essa é uma afirmação que corresponde a um senso comum – e, como geralmente ocorre, o senso comum, por falta de informação, está aqui distanciado do bom senso. Só por não se vê um modo de transporte, não se pode afirmar que ele não é necessário – na verdade ele está lá, dentro dos corações das pessoas, na forma de um desejo latente. Essa necessidade cidadã, muitas vezes desacreditada pelas próprias pessoas que a possuem (por não perceberem que há a opção), é o que se estuda estatisticamente como demanda reprimida. Sim, é possível prever quanto a sociedade precisa de bicicletas e quanto ganhará com ciclovias: na ponta do lápis, de forma a incentivar sim a economia.

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“Por que falar em tudo isso? Por que falar ao mesmo tempo em bicicletas, em lazer e em economia? Não é mais fácil ver a sociedade como capital x pessoas? Não é mais fácil ver que o trabalho, portanto os veículos, é mais importante que o lazer? Não é mais fácil ver que bicicletas só servem para lazer, e não para trabalho? Não é mais fácil compreender que não andamos para o trabalho, que vamos em veículos?”

Sim, é mais fácil; e é por isso mesmo que é muito, muito errado. A percepção imediata, aquilo que é mais fácil de se compreender, é geralmente a mais limitada e a menos real! A integração, através de planos multimodais, é uma necessidade imperiosa nas grandes cidades de todo o mundo.

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Foi pensando em como devem-se proteger os modais uns dos outros, separando-os no espaço para uni-los em suas diversas funções para a sociedade, que nasceram projetos como o da Hovenring, rotatória elevada para bicicletas nos Países Baixos (foto acima). Ali, a separação recepcionou veículos, bicicletas e pedestres, com diferenças de nível; além disso, presenteou a província de Noord-Brabant com um belíssimo marco urbano.

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Composta por uma ponte de 70m de altura, 24 tirantes de aço e um plano circular (dotado de contrapeso de concreto, onde fixam-se os cabos), conforma-se por aproximadamente 1000 toneladas de aço. Os tirantes, após concluída a obra, tiveram que receber sistemas de amortecimento para compensar as intensas vibrações provocadas pelos ventos – uma carga que não havia sido computada corretamente antes.

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Outra demonstração de compreensão estatal desta importante demanda é vista na cidade de Lujiazui, na China. Uma imensa passarela para pedestres – a 6 metros da via, com 500m de extensão e alimentada por 17 elevadores e escadas rolantes – foi construída (foto acima), complementando a estação de transbordo do distrito financeiro local – aliás, este investimento ambicioso faz parte de uma estratégia para torná-lo uma referência mundial.

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Fascinante, não? Com as constantes reformas de Planos Diretores em nossas grandes cidades e com com a visibilidade que as questões de mobilidade e acessibilidade vem ganhando, quem sabe não seja apenas uma questão de tempo até que tenhamos esse tipo de projeto executado no Brasil?

Fontes: constructaliaLa Información.

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