Niemeyer, ateu, reverenciou o candomblé

Hoje, dois de fevereiro, é dia de Iemanjá. Data significativa para aqueles que, assim como Tom Jobim e Vinicius de Moraes, creem e seguem o candomblé. Esta religião, estreitamente vinculada à história brasileira e de extremo valor cultural, foi homenageada pelo grande arquiteto Oscar Niemeyer, que idealizou o projeto gratuitamente, como um presente.

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A praça abrigava anteriormente um posto de gasolina, e sua realização atendeu aos anseios da comunidade local. Em posição de destaque, um barco sagrado. Ela integra um importantíssimo terreiro de candomblé, cuja atuação data de 1735: o Terreiro da Asa Branca do Engenho Velho (ou, na língua iorubá, Ilê Axé Iyá Nassô Oká), patrimônio cultural tombado pelo IPHAN.

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Niemeyer, comunista, incomodava-se com as desigualdades e injustiças sociais, o que, além de tornar compreensível a gratuidade do projeto, enfatiza sua nobreza e relevância.

Sobre Heron Félix
Só um cara inquieto por novas tecnologias e pesquisas relacionadas a arquitetura e engenharia.

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