As Cidades e as Vias
05/08/2011 1 Comentário
O vanguardista Le Corbusier vislumbrava highways possibilitando trânsito ininterrupto – muitos concordam com esse ponto de vista: as highways levariam ao core das grandes cidades, focando os locais mais importantes. Há, entretanto, uma crítica relacionada ao impacto social das vias em si, e algumas constatações relativizam a sua necessidade.
A construção de novas highways poderia prejudicar comunidades – uma diminuição no fluxo de passagem distribuído de veículos significaria uma potencial diminuição nos negócios locais, o que diminuiria o valor dos terrenos e teria impacto na própria conceituação de lugar. É esse, ao menos, o debate explorado pela Street Films no interessante curta abaixo.
Moving Beyond the Automobile: Highway Removal from Streetfilms on Vimeo.
Outra discussão interessante aborda a área de nossas cidades reservada a vias. Pensando nisso, Dan Burden cunhou a expressão “dieta de vias” (em seu paper “Road Diets: Fixing the Big Roads“), que consiste em diminuir o número de faixas das vias, abrindo espaço a pedestres e ciclistas, dentro de um planejamento que aumentaria a eficiência de todo o sistema de transportes.
Esta mudança teria um impacto positivo ao incentivar os negócios locais, melhoras as relações de vizinhança (e portanto a segurança pública) e, indiretamente, valorizar os terrenos. Sem mencionar que o transporte em si seria melhorado, bem como a qualidade de vida.
Moving Beyond the Automobile: Road Diets from Streetfilms on Vimeo.
Fica a questão: até que ponto grandes obras, tão preferidas pelos políticos por sua ostensividade, são melhores que pequenas intervenções? Ao que parece, a resposta é simples, mas sua aplicação depende de decisões nem sempre realizadas com o devido suporte técnico.
Fontes: Urban Times (30/03) e Urban Times (19/04).
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gosto de arquitetura e sempre abro no site do arquiteto geet. os meus arquitetos preferidos são o francês jean nouvel e aquino no brasil osaka.